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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

10 MANEIRAS DE AUMENTAR O TRÁFEGO DO SEU SITE

O especialista James Jorke nos diz quais são os métodos disponíveis para aumentar as visitas do seu site.

Existem muitos métodos disponíveis para aumentar o tráfego que o seu site recebe. Aqui estão 10 que eu acredito serem as mais eficazes.



01. EMAIL MARKETING
Design elegante faz parte da estratégia de marketing de alta performance.
Você precisa fazer uma lista de contatos de pessoas interessadas no tema que você domina, então começe a enviar informações que os ajudem no dia a dia.

02. VIDEOS
São uma ótima alternativa para alavancar a sua empresa, as pessoas conseguem lhe enxergar e isso cria empatia.
Os videos estão cada vez mais populares e hoje podemos compartilhar no You Tube e Vimeo, agora temos o Periscope e o Meerkat que são projetados para apresentação ao vivo.

03. PODCASTS
Eles perderam um pouco de espaço nos últimos dez anos por causa dos videos, mas empresas como Gimlet e Slack estão fazendo muito esforço para mudar esta história.
Um dos grandes benefícios do podcast é que as pessoas não precisam sentar para assistir o video, assim sendo, você consegue transmitir informação para pessoas que estão caminhando no parque, dirigindo no trânsito etc.

04. (SEO) OTIMIZAÇÃO NO MOTOR DE BUSCA
Certificando-se que o seu site esta a cada dia sendo melhor ranqueado nos motores de busca, a longo prazo, aumenta a quantidade de visitas no seu site por pessoas interessadas no conteúdo que você coloca.

05. ADWORDS
Uma grande vantagem do Google Adwords é que ele lhe fornece tráfego imediato, embora você pague por cada clique.

06. TWITER
Você pode encontrar pessoas que estejam interessadas em seu site e assim aumentar os níveis de tráfego dele. Existem ferramentas como o Followerwonk, para ajudar a pesquisa através de perfis do Twitter.

07. ANÚNCIOS PAGOS NO TWITTER
É cada vez mais utilizado e tem vantagens sobre algumas publicidades tradicionais como o Goolge Adwords.
No Twitter você pode encontrar pessoas interessantes e relevantes para receber os seus anúncios.

08. ANÚNCIOS NO FACEBOOK
O Facebook possui muitas informações sobre as pessoas que lá estão, isso ajuda a você refinar muito o seu anúncio, pode ser pela idade, sexo, localização, interesses, etc Com todas estas informações é possível direcionar a comunicação de uma maneira muito eficaz.

09. ENVIAR EMAILS COMERCIAIS SOBRE O SEU SITE
Esta ação deve ser feita de maneira muito sutil, ninguém gosta de ficar recebendo emails sem nada de importante, apenas querendo vender coisas. Tenha certeza que existe algo muito importante para depois enviar um link em um email, pode ser um novo post em seu blog ou uma promoção importante.

10. NETWORKING EM PESSOA
Participando de muitos eventos, onde há pessoas que podem se interessar pelo seu assunto, o site vai certamente aumentar a quantidade de visitas. Se receber dados de contato de alguém, você pode pedir autorização para incluir o seu nome na lista de emails.

Espero que estas dicas sejam úteis para você!
Um abraço






quinta-feira, 20 de agosto de 2015

EMPRESA AÉREA JAPONESA TERÁ AVIÕES INSPIRADOS EM "STAR WARS"

A companhia aérea japonesa All Nippon Airways (ANA), vai pintar na fuselagem de dois aviões de sua frota ilustrações inspiradas na saga Star Wars.

Um modelo Boeing 777-300ER será pintado com elementos gráficos que remetem ao robô BB-8, um outro Boeing 787-9 cujo design se inspira no pequeno robô R2-D2.

Além destes dois modelos, a companhia colocará em funcionamento um terceiro avião Boeing 767-300, nele será desenhado a imagem dos dois robôs.

Esta ação faz parte de um projeto de cinco anos entre a empresa japonesa e a americana Walt Disney, atual proprietária dos direitos dos filmes.

Eu achei a iniciativa sensacional, já pensou ver um avião destes passando por cima de sua cabeça, para quem gosta de Star Wars é tudo e mais um pouco, não é?

Fiquem com o gostinho das imagens prévias, abaixo:


segunda-feira, 3 de agosto de 2015

8 LIÇÕES DE MARKETING DE PHILIP KOTLER


Philip Kotler é um dos profissionais de marketing mais famosos do mercado. Segundo uma lista do "Financial Times", ele é o quarto nome mais importante do setor, conheça as dicas de Kotler para quem deseja aprimorar o marketing do seu negócio.




01 - MAIS QUE UM DEPARTAMENTO
Veja o marketing com uma relação de interdependência com todos os outros setores da empresa, ele não pode ser visto apenas como algo deslocado da sua empresa.

02 - SIGA O "FUNIL DE VENDAS"
Segundo Kotler, o processo de venda pode ser dividido em seis fases:a - prospectar clientesb - entender a necessidade do seu público-alvoc - desenvolver soluçõesd - fazer a propostae - negociar contratosf - fechar a vendaEle afirma que as três primeiras etapas devem, se possível,  ser feitas por um profissional de marketing, enquanto as outras podem ser realizadas pelo departamento de vendas.Nesse funil o marketing tem a missão de chegar ao cliente de maneira criativa, e a execução fica por conta do pessoal de vendas.

03 - VALORIZAR O ÓCIO CRIATIVO 
O planejamento estratégico é importante mas não deve se sobrepor ao processo criativo. O profissional de marketing precisa de tempo para conceber as melhores ideias

04 - REPRESENTE A VOZ DO CONSUMIDOR
Em uma empresa que tenha o profissional de marketing, é papel dele ser o porta-voz dos clientes. Tomar uma decisão que não contempla a satisfação do consumidor tem tudo para ser equivocada.Para Kotler, valorizar os clientes é, por si só, uma verdadeira estratégia de marketing. Kotler dá o exemplo da Apple que deixa uma cadeira vazia nas reuniões de diretores. Ela representa, simbolicamente, o consumidor.

05 - TRABALHE A CONSTRUÇÃO DA SUA MARCA
As relações comerciais são baseadas numa relação simples: empresas vendem o que consumidores necessitam. "Mas existem empresas que vão além, vendem por um preço muito alto, algo que pode ser encontrado em qualquer lugar. Marcas como água Perrier é um exemplo disso.


06 - SEJA MEIO JORNALISTA
A construção da sua marca é intimamente ligada ao storytelling - a capacidade de contar uma boa hostória. Para mostrar a trajetória da sua emrepsa, Kotler recomenda que o profissional de marketing seja um pouco jornalista. Todos gostam de ouvir uma boa história, ela serve como fator de engajamento.


07 - SEJA SOCIALEMTE RESPOSÁVEL
O objetivo do empreendedor é lucro. Contudo, esta busca não pode ser a sua única meta, além do dinheiro precisamos ter a consciência ambiental, ética etc.

08 - CONVERSE COM O PESSOAL DA ÁREA FINANCEIRA
Explique para o setor do financeiro que o gasto com marketing não é um desperdício. Explique para as pessoas deste setor a sua importância, diz Kotler.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

TWITTER, A FORÇA DO MICRO BLOG PARA A SUA EMPRESA




INVESTIR NO TWITER
O serviço de microblog tem a característica de ter um limite de 140 caracteres, mas de certa maneira isso é também é o seu valor porque obriga a quem for postar um esforço para condensar a informação da melhor maneira, sem perder o foco.

As empresas já perceberam a importância que as redes sociais possuem e o Twitter está entre as principais, o ideal é saber quais são as informações relevantes para o seu público esse é o segredo para que você faça uma estratégia de marketing de conteúdo e tenha uma conta de sucesso. 

O fator propaganda é feito pelo público que curte, comenta e compartilha as informações que você postar.

Use as ferramentas e linguagem próprias do micro blog, as hastags (#), são símbolos que, na frente da sua mensagem, permitem que o alcance do que você postou possa ser visualizado mesmo por pessoas que não estejam seguindo você. É importante sempre inserir conteúdo, fazendo isso o site da sua empresa tende a crescer bastante.

O Twitter tem 63 funcionários no Brasil e , segundo dados da empresa, 288 milhões de pessoas no mundo usam a rede.

Utilize essa rede social que parecia estar diminuindo, contudo, com as novas funcionalidades volta a crescer muito.

Forte abraço
Emerson Nóbrega




terça-feira, 21 de julho de 2015

DESIGN DE LOGOTIPOS.







O Logotipo é o ponto inicial de um projeto de identidade corporativo, ele atua como um polarizador da imagem da empresa.

Podemos fazer uma analogia com o nosso sistema solar. O logotipo seria o sol e todas as outras criações, ações promocionais, embalagens, relatórios anuais, materiais de PDV, web site seriam os planetas recebendo a luz do astro rei. Quando vemos um projeto de design onde o logotipo não está bem resolvido é como um planeta que não está recebendo a luz do sol.

A peça fica sem brilho, falta o ponto forte, uma marca bem desenhada, com simetria, elegância e conceito, estes são os elementos que fazem uma marca brilhar.

Outro motivo que devemos pensar é que ela muitas vezes é a única mensagem que a empresa vai apresentar, é apenas uma oportunidade e desperdiçar esta oportunidade seria uma loucura.

Analise as principais marcas do mercado, elas se preocupam muito com o logotipo que apresentam e colhem os benefícios que produzem.


Pensem nisso.


Forte abraço.
Emerson Nóbrega


segunda-feira, 20 de julho de 2015

COMO O DESIGN AJUDA A TRAZER INOVAÇÕES PARA AS EMPRESAS





Já faz bastante tempo que o design se tornou um elemento fundamental para o sucesso de empresas e para a conquista do público, embora alguns setores tenham percebido isso tardiamente. Mas sempre é tempo para acompanhar as tendências e buscar se adaptar às exigências do mercado.
A percepção de que a atração do público acontece não apenas pela qualidade dos produtos e serviços, mas também pela imagem associada a eles, pela facilidade em acessar o que ela oferece e pela forma estética como a empresa se coloca no mercado têm feito do design algo essencial para os negócios. Além disso, a atração de um determinado público, isto é, de um nicho específico, pode ser feita valendo-se apenas de ferramentas oferecidas pela linguagem do design, que relacionarão sua estética a um determinado estilo de vida ou grupo de pessoas.
Tudo isso prova que o design não é um recurso dispensável e deve ser visto como crucial para o sucesso das empresas. Quer saber mais detalhes sobre como o design pode trazer inovações para as empresas? Então continue lendo!

Forma de apresentação da empresa

Uma empresa que se apresenta através de uma imagem antiquada, descuidada e pouco atraente certamente atrairá menos clientes e parceiros, pois o julgamento imediato é de aquilo que a empresa oferece também deve ser de pouca qualidade e competência.
Sendo assim, uma empresa deve cuidar com extremo zelo de sua imagem comercial. E esse é justamente um dos trabalhos realizados pelo design, que se responsabiliza pela logomarca, pelo site e pelo modo de apresentação dos produtos e serviços.
Ou seja, o design entrará em cena para inovar no que diz respeito à imagem empresarial e dar-lhe uma nova roupagem, mais atraente e moderna, para despertar curiosidade em relação à marca e aumentar as chances de uma relação efetiva com seu público.

Design focado no usuário

Um dos aspectos do design que mais têm garantido sucesso às empresas é o que foca no usuário e busca soluções para que ele tenha a melhor experiência possível – seja no relacionamento com a empresa, na pesquisa pelos produtos e serviços oferecidos ou no uso dos mesmos.
Isso significa que o design deve garantir sempre uma interface funcional, prática, intuitiva e, ao mesmo tempo, atraente para que o potencial cliente se sinta convidado a realizar a compra e tornar-se um consumidor.
O design trará inovação oferecendo novas possibilidades de navegação na rede e novas experiências virtuais, que levarão o usuário a atestar a qualidade e o nível de entrega da empresa, confiando e gerando empatia com os produtos e serviços oferecidos.

Matéria e forma alinhados

De nada adianta ter disponível um produto útil e de qualidade, mas pouco atraente esteticamente. O design entra justamente para alinhar a forma e o conteúdo dos produtos, para que nenhuma das partes fique em desvantagem.
As pessoas buscam um produto não apenas pela sua qualidade, mas também pelo seu “fetiche”: o aspecto intangível em que ele se diferencia, aquilo que o torna único, especial e o identifica a um grupo, um nicho de pessoas.
Conseguiu perceber como o design é capaz de trazer inovações e alavancar os processos de uma empresa? Essa não é uma questão acessória, mas essencial para seu crescimento. 

Fonte: http://descola.org

sábado, 18 de julho de 2015

6 MANEIRAS PARA FAZER SEU CLIENTE SE APAIXONAR POR SUA MARCA



Como em um relacionamento de verdade, uma paixão entre empresa e cliente depende muito mais do que apenas o primeiro encontro. Hoje em dia, não basta que alguém conheça sua marca. Ela precisa ser forte e encontrar uma forma de estar presente no dia a dia dos consumidores.

Por trás da construção dessa paixão, há um forte trabalho de branding, que se apoia muito na intimidade, velocidade e amplitude das mídias sociais.

1 OFEREÇA UM ATENDIMENTO DE PRIMEIRA
Não adianta ser medíocre: sua empresa precisa tratar seu cliente da melhor forma possível. Para 73% dos consumidores, o atendimento amigável determina o amor por uma marca. E não pense que os custos serão um problema: 55% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma experiência de consumo melhor. O mais importante é lembrar que 89% deles pararam de fazer negócios com empresas que os trataram mal.

2 DÊ UM TAPA NO VISUAL
Sim, os consumidores julgam as marcas pela capa – ou melhor, por seus sites. Este é o primeiro critério para definir a credibilidade de uma empresa para 46% das pessoas. Além disso, 90% das compras são feitas baseadas em fatores visuais.
Conteúdo de qualidade é o terceiro principal motivo para pessoas seguirem empresas nas mídias sociais. As publicações e a proximidade de cada marca com seus clientes por meio dessas ferramentas também ajuda na hora de determinar uma compra: 67% dos usuários do Twitter, por exemplo, estão mais inclinados a comprar de marcas que eles seguem.

4. ABUSE DAS EMOÇÕES
Criar uma marca forte pode envolver vários passos virtuais. Isso não significa que ela precisa ser distante ou impessoal. Explore as emoções em cada estratégia para se conectar de forma mais humana com seus clientes. As emoções são a base para 75% das experiências de consumo.

5. 5. FIQUE DE OLHO NO SEU HISTÓRICO E SURPREENDA
Três de cada quatro consumidores gastam mais com marcas com as quais tiveram experiências positivas anteriores. Fique de olho para não escorregar e mantenha um histórico do que a empresa já realizou de positivo. E sempre que tudo parecer rotineiro, surpreenda seus clientes fieis com algo novo.

6. ESCUTE - MESMO - OS SEUS CLIENTES
Não adianta ter diversos canais de comunicação com seus consumidores e não usar as opiniões deles para melhorar sua empresa de alguma forma. Aproveite aquelas que são interessantes e divulgue as críticas construtivas – positivas ou negativas. Adicionar depoimentos de clientes no site de uma empresa pode aumentar as vendas em até 250%
Fonte: Revista PEGN

sexta-feira, 17 de julho de 2015

POSICIONAMENTO DE MARCA









Muito se fala sobre posicionamento de marca, sobre reposicionamento, sobre melhores práticas, enfim, muito se fala sobre branding hoje em dia. E a intenção com esse meu texto é tentar “arrumar a casa” sobre o conceito de posicionamento e como se constrói relevância de marca. Posicionamento não é necessariamente o que a minha marca gritando para o mercado, mas sim aquele conjunto de esforços estratégicos que uma marca adota para construir relevância na mente dos seus consumidores.
E quando vamos na literatura de marketing procurar formas de como se posicionar uma marca, nos deparamos com dezenas de fórmulas, modelos e metodologias. Se dermos um zoom out, o chassi de todas essas cartilhas é muito parecido. E o que trouxe aqui nesse texto é uma “licença poética” minha onde desenhei um método de construção de posicionamento baseados nas metodologias mais contemporâneas e usadas por marcas como Unilever, Pepsico, Nike, Apple, agências como a Leo Burnett (que chama de Human Brand Purpose) e consultorias como a Touch Branding.
Quer posicionar uma marca? São 5 etapas:

Etapa 1) “FINCÁ” O PÉ

Como o mesmo nome diz, se posicionar é tomar posição, é fazer escolhas, é renunciar coisas. O que chamamos de fincar o pé aqui é se apropriar de um atributo funcional de sua categoria. Não se pode falar de tudo. Posicionar uma marca é fazer escolhas, e essa primeira etapa passa por isso. Por exemplo, na categoria desodorantes, as marcas existentes podem, basicamente, se apropriar dos seguintes atributos: perfume, anti-perspiração, cuidados para a pele, tempo de proteção, preço. E ao analisarmos o portfolio da Unilever, sabemos que Dove se apropria do atributo “cuidados com a pele”, Rexona decidiu fincar o pé em “tempo de proteção” e Axe fala de “perfume”.

Etapa 2) MERGULHAR NO MERCADO

Decidido qual o atributo funcional que você escolheu na etapa 1, agora devemos usar das ferramentas mais importantes do processo de construção de marca: a pesquisa de mercado. Construir uma marca e não usar pesquisa é algo que não faz muito sentido. A pesquisa é que trará todos os direcionamentos essenciais para pilotar estrategicamente uma marca. A intenção aqui é mergulhar no consumidor e descobrir qual a verdade humana que toca os consumidores naquele principal atributo que você elegeu como o mais importante. Ou seja, qual a razão central que faz uma parcela de consumidores (os chamados “consumidores extremos”, aqueles que são super fãs de sua marca. Para esses consumidores, o uso de sua marca naquele atributo que você elegeu na etapa acima é um propósito na vida dele). Nesse sentido, a pesquisa qualitativa (entrevistas em profundidade, observação empírica, captura de insights, etnografia, vivências, etc) é o ferramental absolutamente mais importante nesse processo. Rexona, por exemplo, viu nessa etapa que os consumidores extremos de desodorante e que valorizam o atributo “tempo de proteção” é que eles têm receio do desodorante “vencer” ao longo do dia e, com isso, começar a exalar odor da axila.

Etapa 3) AFINAR O SEU PROPÓSITO

Nessa etapa fundamental, o ponto central é: pegar a verdade humana que foi capturada na etapa anterior e empacotá-la em termos de comunicação. A missão aqui é encontrar o propósito da marca. É desenvolver uma frase de efeito, impactante e que dê uma razão forte para o consumidor que a marca deve ser consumida por ele. O propósito de Rexona então ficou como “Rexona: não te abandona”, assim como outros famosos: “Just do it”, “Prepare seu coração”, “Adidas is all in”, “Das auto”, “Go further”, “Think different”.

Etapa 4) CONSISTÊNCIA NA EXECUÇÃO

A intenção aqui é executar esse propósito da marca. Nessa etapa, nossa missão é desdobrar a essência da marca em diversas ações. Por exemplo, a forma interessante, relevante e consistente que Rexona executa seu posicionamento no Facebook. Todos os pontos de contato da marca devem refletir esse posicionamento: a presença digital, a ambientação do ponto de venda, as ações de branding para funcionários, o tom das campanhas de propaganda, a postura dos vendedores, o design e o logotipo da marca, tudo. É aqui nessa etapa onde muitas marcas pecam. Geralmente, vemos marcas começando por essa etapa. Muitas empresas pensam que mexer na identidade visual e/ou criar um logotipo como o início do processo, e isso apenas o final da história, e deve obedecer o processo de posicionamento, deve ser um reflexo de seu propósito. Veja como é o logotipo de OMO, uma “manchinha divertida” e alinhado com o posicionamento da marca “porque se sujar faz bem”.

Etapa 5) PAIXÃO AOS DETALHES

Passada essas quatro etapas, agora é garantir que tudo seja executado com excelência e com paixão aos detalhes. Muito mais difícil do que se posicionar uma marca, é garantir que a execução de um posicionamento seja verdadeiro, consistente e relevante. Por isso, um gestor de marca é o guardião de todo esse processo. Lembrando que esse é um processo interminável. Devemos sempre monitorar (com pesquisa) e acompanhar junto ao consumidor se nosso posicionamento que adotamos está sendo percebido da forma que desejamos. Por exemplo, a marca BankBoston, que era um banco premium dos anos 2000 e que se posicionava como “um banco simplesmente primeira classe” e em uma das pesquisas de monitoramento detectou-se que a marca era vista de forma meio arrogante e prepotente por alguns consumidores. Isso é muito grave e deve ser combatido. Foi feito todo um trabalho de reposicionamento para minimizar/eliminar essa percepção ruim.
Por: Marcos Hiller

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O MARKETING MODERNO
















O marketing nasceu durante a Revolução Industrial (lá no fim do século XVIII e início do século XIX). Até então, o mercado era estruturado de forma a preocupar-se apenas com os interesses dos produtores e/ou vendedores; a partir da Revolução Industrial, com o aumento da produtividade, migra-se para um novo cenário, em que, muito aos poucos, a opinião dos compradores passa a ter importância.

Em seus primórdios, o marketing estava ainda muito atrelado à economia e à administração; o foco era a logística, sempre visando à maximização dos lucros. O componente principal só veio no final da Segunda Guerra Mundial: a concorrência. É a partir daí que surge a necessidade de atrair o consumidor e disputar sua preferência.

De lá para cá muitas mudanças aconteceram, o marketing entrou nas universidades e passou a ser objeto de estudo científico, aprimorando-se mais e mais no entendimento do mercado e ajustando o foco, que no início estava na produção e na logística e hoje está voltado para a satisfação do consumidor.

Foi somente na década de 1970 que as empresas começaram a ter necessidade de criar um departamento de marketing para não irem à falência.

O marketing volta-se totalmente para o cliente no início da década de 1980.

Mundo moderno – marketing moderno
Foi na década de 1990 que todas as facilidades tecnológicas com que convivemos hoje começaram a surgir. Como em outros campos do conhecimento, no marketing, o avanço tecnológico também teve grande impacto.

Primeiros avanços rumo ao marketing moderno Comércio eletrônico
Esta nova fase do marketing se inicia com o comércio eletrônico, que causa verdadeira revolução nos métodos de logística das empresas do mundo todo, baixando custos e ampliando mercados consumidores. As novas formas de pagamento, muito mais modernas e eficientes, também propiciam o crescimento das empresas.

Gestão de relacionamento com o cliente
O relacionamento entre empresas e clientes fica facilitado com o advento do CRM (Customer Relationship Management) e outras formas mais modernas de comunicação mais rápidas, satisfazendo as necessidades do consumidor com mais eficiência, podendo conhecer melhor os clientes e melhorar muito o pós-venda.

A internet
A internet estreitou ainda mais a relação entre cliente e empresa. No início, o marketing buscava uma personalização em massa para segmentar nichos de mercado e atingir muito mais pessoas por vez.

A década de 2000 trouxe ainda mais avanços nos usos e funções da internet. Tecnologias sofisticadas foram se popularizando e as formas de comunicação via internet ficaram ao alcance de todos. O marketing se aproveita desta mudança e começa a surgir o conceito de webmarketing. Pesquisadores do mundo todo voltam suas pesquisas para este novo mundo, que traz muitas novas possibilidades para o marketing.

O cliente tem sempre razão
Esta máxima nunca esteve tão cabível quanto está hoje. O marketing nasceu atrelado às preocupações com o aumento da produtividade e da lucratividade, depois voltou-se para a logística e somente aos poucos foi alterando seu foco para as necessidades dos consumidores.

Poder de barganha
O consumidor vem ganhando poder de barganha cada vez mais depressa, levando o desenvolvimento das técnicas de marketing a crescer junto. Mas mais que poder de barganha, o consumidor de hoje tem em mãos algo que antes era quase impossível: informação. O consumidor moderno tem acesso a informações abundantes e vai atrás delas para guiar seu consumo.

As empresas passam a construir sites, canais de atendimento online, investem em todas as novas formas de marketing digital (que vão se aprimorando cada vez mais); o conceito de marketing de conteúdo vem saciar o desejo do consumidor por ainda mais informações, não mais apenas sobre os produtos, mas também sobre quaisquer outros assuntos relacionados às empresas e aos produtos ou serviços oferecidos.

Marketing societal
Uma das mais novas tendências é a preocupação com o bem estar da sociedade, o respeito à natureza, à dignidade do ser humano. Hoje, uma empresa pode se destacar por vender seus produtos em embalagens recicláveis ou por colaborar com projetos assistenciais; as novas preocupações dos consumidores passaram a ser alvo das estratégias do marketing moderno; é uma vantagem competitiva nova, que nasce quando todos já acreditavam que não poderiam existir mais novidades a ser exploradas.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

A EMBALAGEM E A DECISÃO DE COMPRA.

A embalagem e a estrutura de custos da empresa A escolha do tipo de embalagem a ser utilizada para os produtos é um dos elementos mais significativos dentro da estrutura de custos de uma empresa. Existem vários fatores a ser considerados, tais como: -o material mais adequado para embalar cada tipo de produto; -a qualidade da matéria prima a ser utilizada; -o processo de produção, automatizado ou manual; -a eficiência da embalagem, garantindo a integridade do produto até que ele chegue ao consumidor final; -como descartá-la. Cada um destes fatores precisa ser analisado de forma a garantir o máximo de eficiência com o menor custo. A embalagem e a escolha do consumidor O consumidor tem à disposição muitas marcas de cada produto disponível no mercado. As empresas precisam estar sempre buscando agregar a seus produtos vantagens que atraiam o consumidor, mas isso não deve se restringir à qualidade do produto e ao preço: a embalagem pode ser fator decisivo na hora da escolha. O foco principal do projeto da embalagem deve estar no consumidor. Uma pesquisa feita pela Nielsen (empresa que busca na neurociência as melhores estratégias de marketing) aponta que cerca de 80% dos produtos lançados no Brasil não sobrevivem aos primeiros dois anos de comercialização. Ainda segundo a pesquisa, uma embalagem mais bem elaborada pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso de um produto. Como aperfeiçoar uma embalagem Existem três elementos essenciais para que uma embalagem possa ser desenvolvida com o máximo de eficiência possível: Conhecimento sobre o produto: Somente conhecendo profundamente o produto que produz, uma empresa é capaz de pensar em todos os elementos fundamentais que a embalagem deve conter para garantir que o produto chegue até o consumidor. Conhecimento sobre o público alvo Qualquer estratégia de marketing, para obter sucesso, precisa estar voltada para as necessidades do consumidor; conhecê-las é o primeiro e mais importante passo. Quem deve fazer o projeto? Sendo a embalagem fator decisivo para o sucesso de qualquer produto, investimentos em design são necessários. Hoje existem empresas e profissionais altamente preparados para projetar a embalagem perfeita para cada tipo de produto. Elementos essenciais das embalagens Para que uma embalagem conquiste o consumidor, alguns elementos precisam ser cuidadosamente planejados, dentre eles: -praticidade para o consumidor, na hora da compra, armazenagem, utilização e descarte; -acomodação adequada nas prateleiras dos pontos de venda; -qualidade das informações que a embalagem deve fornecer

terça-feira, 14 de julho de 2015

Pesquisa realizada pela Rock Content, empresa de marketing de conteúdo, com mais de dois mil profissionais de diversos segmentos como Marketing, TI, Consultoria, Educação e E-commerce de todo o Brasil, aponta que 69% dos entrevistados utilizam o marketing de conteúdo para gerar reconhecimento de marca e fidelizar clientes. O levantamento mostra que enquanto no Brasil 69% dos profissionais dizem utilizar o marketing de conteúdo, nas companhias dos EUA esse percentual é de 93%. “Sentimos uma carência de dados sobre as mudanças que ocorrem no mercado de marketing brasileiro. Com o objetivo de preencher essa lacuna, fizemos um levantamento que fosse capaz de representar os novos comportamentos dos profissionais de marketing. Sabemos que não há mais espaço para uma publicidade invasiva e interruptora, cedendo espaço para práticas como Content Marketing, Inbound e Marketing de Conteúdo. Mergulharmos nesse universo e a partir de agora temos em mãos informações que dão uma perspectiva sobre o movimento do mercado no país”, diz Vitor Peçanha, cofundador da Rock Content. Os investimentos em marketing de conteúdo ainda são tímidos. Hoje apenas 31% das empresas destinam mais de 25% do orçamento para essa estratégia. Porém, dos profissionais entrevistados, até 70% prevê um aumento no orçamento de conteúdo para 2016 e apenas 4% uma redução. O mesmo levantamento também identificou que 77% das organizações possuem uma estratégia definida de marketing de conteúdo, porém apenas 40% documentam esta estratégia. “Documentar a estratégia de marketing de conteúdo é de extrema importância. Aquelas empresas que têm o hábito de registrar toda ação são 30% mais bem-sucedidas que as que não têm esse hábito”, explica Clara Borges, responsável pelo levantamento. A pesquisa também revela que 57% possuem pelo menos duas pessoas dedicadas à criação de conteúdo. “Com os resultados, notamos que a maioria das empresas utilizam apenas sua equipe interna para criar conteúdo, porém aquelas que optaram por utilizar a produção terceirizada em conjunto com esses profissionais são 10% mais bem-sucedidas”, comenta Clara. Para impulsionar a distribuição de conteúdo, muitas delas apostam em ferramentas como Redes sociais (91%), Blogs Corporativos (61%) e Newsletters (52%). Dentre as redes sociais, as mais comuns são Facebook, Twitter e LinkedIn. A pesquisa conclui também que as métricas mais utilizadas para medir o sucesso de uma estratégia de marketing de conteúdo são tráfego no site, vendas e taxa de conversão. ”Para finalizar, observamos que apenas 33% das empresas medem o ROI (Retorno sobre Investimento), e as que costumam realizar esse processo são 58% mais bem-sucedidas que as que não têm o mesmo hábito”, afirma Clara. Dos entrevistados, 21% são de agências de marketing/propaganda; 12% software/cloud/SAAS; 10% consultoria; 7% educação; 7% e-commerce; e 5% outros. As empresas de marketing (80%) são as que mais utilizam marketing de conteúdo, seguidas por software/cloud/SAAS (76%); educação (71%); indústria e manufatura (69%); e-commerce (67%); e consultoria (67%). Entre essas empresas, 75% são de porte médio, 69% pequeno e 65% grande. A pesquisa afirma que uma estratégia de marketing de conteúdo define, entre outros aspectos, o volume e a frequência de publicação de conteúdo. Segundo os dados obtidos, 57% das organizações participantes publica mais de 5 peças de conteúdo por mês. Destas, 26% publica mais de 20 peças mensais. Entre as ferramentas de publicidade paga utilizadas para promover e distribuir o conteúdo, estão: Facebook Ads (49%), Google Adwords (46%), Promoções (20%), Banner Ads (16%), Não utilizam (31%) e outro (2%). Foram entrevistados 2.233 pessoas, entre os dias 10 e 13 de junho de 2015. O formulário foi enviado aos participantes por email para a base de dados de mais de 100.000 profissionais brasileiros e promovido pelas redes sociais.

E-BOOK GRÁTIS: ESTUDO APONTA QUE BRASILEIROS DÃO MUITO MAIS IMPORTÂNCIA AO VISUAL DAS EMBALAGENS.

Olá. Fizemos um e-book que fala sobre a importância do impacto visual em uma embalagem na compra de um produto. Ele está disponível para download grátis para você. ENVIE SEU EMAIL PARA contato@pulsardesign.com.br que mandaremos o link para baixar este conteúdo. Abraço.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

AIDA – O epicentro do marketing



Muito tempo atrás, antes do e-commerce, das lojas de departamento, dos cupons-de-desconto, do telemarketing (bons tempos aqueles), da mala-direta, das agências de propaganda e da garrafa de Coca-Cola; St. Elmo Lewis criou o modelo AIDA para ajudar as equipes de vendas a venderem mais a partir de uma melhora compreensão do processo de decisão do consumidor. Isso foi em 1898. Cinco anos antes da Ford lançar seu primeiro automóvel.

O modelo AIDA descreve as motivações básicas que leva alguém a optar por uma marca. Com 112 anos anos de existência, é claro que ele tem algumas falhas, o que o torna contra-indicado para ser aplicado isoladamente em um departamento comercial. No entanto, seu conceito continua sendo fundamental para visualizar a espinha dorsal do marketing, da propaganda e do comportamento do consumidor.



Tão básico que às vezes a gente esquece (ou até desconhece). Eu mesmo tinha esquecido, então resolvi voltar a estudar os 4 estágios básicos da compra e vitais para o sucesso de qualquer campanha publicitária ou plano de marketing. O gráfico em formato de funil demonstra duas coisas importantes: 1) Uma etapa é consequência da outra; 2) A maior parte das pessoas ficam pelo caminho.

O objetivo de toda e qualquer empresa é chegar na última etapa, a ação. Intenção de compra é bom, mas não paga as contas da empresa. O Modelo AIDA diz que o cliente passa pelas 4 etapas até a compra de um produto.

ATENÇÃO: É preciso que as pessoas saibam de você. Óbvio! Geralmente, qualquer propaganda é suficiente para atrair atenção. Mas com a publicidade presente em todo lugar, só as melhores, mais criativas e chamativas atraem atenção necessária.
INTERESSE: Nesse estágio, o consumidor conhece as características do produto/serviço. Mensagens relevantes, misteriosas ou que recompensem o cliente são as melhores maneiras de gerar interesse.
DESEJO: Promoções, ocasiões especiais (raras), produtos da moda, benefícios únicos do produto/serviço, marcas fortes e a sensação de “eu tenho que ter” são os mais importantes fatores de criação de desejo.
AÇÃO: O mais importante estágio da AIDA é o ato em si: a compra, a assinatura ou até mesmo recomendação para um amigo. Depende do objetivo. Mas é nesta etapa que se consegue engajamento do consumidor pela primeira vez.
13 anos depois de Lewis ter descrito isso, ele acrescentou um 5º estágio. Modifiquei o gráfico criado pelo site Proven Models para incluir este 5º e importante estágio que se chama satisfação. Acho impressionante a visão que Lewis teve ao dar importância à satisfação do cliente. 100 anos depois parece existir empresa que ainda não se deu conta disso. Ele não criou o termo “pós-venda”, mas provavelmente ele tinha uma boa noção do que viria a ser.

SATISFAÇÃO: sabemos que conquistar um novo cliente é mais caro do que manter um, e a satisfação é a melhor maneira de conseguir isso. Transparência, saber ouvir o cliente, junto com um bom pós-venda, SAC e CRM quase sempre garantem a volta do cliente .
Indo um pouco mais a fundo no modelo AIDA, é possível enxergar etapas mais detalhadas, como na imagem abaixo:

Nada de mais aqui, mas há dois pontos que eu gostaria de ressaltar. O primeiro é que as coisas ficam muito duras a partir de um certo ponto (estreito).

Todos nós conhecemos centenas e centenas de marcas, temos familiaridade com boa parte delas, automaticamente formamos opinião sobre cada uma delas e consideramos comprá-la em algum momento da vida. Mas ter intenção de compra é outra história completamente diferente.

O segundo ponto é que apenas uma minúscula parcela das marcas com que temos contato é que tem o privilégio de ser escolhida para compra. E isso não é o suficiente! No meio do caminho podemos mudar de ideia ou parar em uma loja que não tem oproduto ou não ir com a cara do vendedor. Portanto, se você acha que o jogo está ganho quando alguém sai de casa pronto para comprar seu produto; pense de novo.

Este é o epicentro do marketing, no qual todas as empresas giram ao redor. Alguns acham que marketing é fácil, eu acho difícil pra caramba!


Fonte: Pequeno Guru

sábado, 10 de julho de 2010

Os impactos da Copa de 2014 no Marketing brasileiro

Com a realização do mundial, a economia deve produzir R$ 142 bilhões adicionais
Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing | 08/07/2010
sylvia@mundodomarketing.com.br


O Mundial da África do Sul ainda nem acabou, mas a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil já representa uma oportunidade para as marcas e para o país, que terão maior visibilidade global. O consumo aquecido e a expectativa de que a economia brasileira produza R$ 142 bilhões adicionais nos próximos quatro anos provam que o campeonato de futebol sediado no país movimentará a estratégia de Marketing de muitas empresas.

Quais são os impactos socieconômicos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil? Que desafios serão enfrentados pelo Marketing brasileiro até a realização do mundial? Como garantir os efeitos positivos do evento no país e minimizar os negativos? Quais são as oportunidades e iniciativas para potencializar os benefícios do campeonato para a sociedade, marcas e consumidores?

Essas são algumas das questões avaliadas no estudo Brasil Sustentável – Impactos Socioeconômicos da Copa do Mundo 2014, realizado pela Ernst & Young. Em entrevista ao Mundo do Marketing, José Carlos Pinto, Sócio da Consultoria Ernst & Young, fala sobre as oportunidades encontradas pelos profissionais de Marketing e pelo mercado brasileiro até o mundial de 2014.

Mundo do Marketing: O que motivou esta edição do Estudo Brasil sustentável e como avaliar os resultados apresentados?
José Carlos Pinto: Esse estudo está inserido no programa Brasil Sustentável. A ideia é pensar no país em um horizonte de longo prazo. Desde o ano passado, tomamos a decisão de que um desses estudos deveria estar focado na Copa do Mundo, tendo em vista a percepção de que os impactos seriam bastante substanciais. Fizemos uma avaliação que vai muito além dos investimentos diretos, como construção e reforma de estádios e infraestrutura básica, como aeroportos, rodovias e urbanização de cidades.

Apuramos também quais são os impactos indiretos desses investimentos. Avaliamos a cadeia de produção para mensurar o efeito desses investimentos na cadeia produtiva como um todo e, consequentemente, no consumo. O resultado disso tudo deu um número importante para a economia como um todo: a injeção na economia de R$ 142 bilhões, evidentemente com escalas diferenciadas nos diversos setores.

Mundo do Marketing: Quais são esses impactos socioeconômicos?
José Carlos Pinto: Do ponto de vista de impactos econômicos, temos a oportunidade de receber tanto capital nacional da iniciativa privada, como de investimentos internacionais, que só ocorrerão em decorrência da organização da Copa do Mundo. São investimentos diretos que, de fato, gerarão legados, como estádios, aeroportos, rodovias e urbanização das cidades-sede. Iniciativas que serão aceleradas ou feitas em uma intensidade maior em função do mundial.

Do ponto de vista social, é a oportunidade de gerar um volume de empregos bastante representativo, o equivalente a 3,6 milhões de empregos por ano. Isso insere na economia formal e no mercado de trabalho um conjunto de profissionais que não tinham qualificação ou oportunidade de capacitação.

Mundo do Marketing: Como estes impactos podem influenciar a estratégia de Marketing das empresas patrocinadoras?
José Carlos Pinto: Segundo o estudo, o principal investimento é de mídia, previsto em torno de R$ 6,5 bilhões. Levamos em consideração análises de Copas anteriores, principalmente a da Alemanha e a da África, que ainda está produzindo efeito e não tivemos todos os dados disponíveis. Já observamos nesta Copa de 2010 que as empresas brasileiras são patrocinadoras da FIFA e não apenas da CBF. A cota de patrocínio está aumentando e o nível de publicidade é crescente em comparação às Copas anteriores.

As empresas brasileiras, de uma forma geral, aproveitarão para fazer um investimento relevante voltado para a Copa do Mundo, que é o evento que mais atrai a atenção global. As marcas que precisam aparecer do ponto de vista global utilizarão esse canal para investir diretamente na Copa ou indiretamente em outras possibilidades.

Mundo do Marketing: Como o Marketing poderá contribuir para a imagem da marca “Brasil” internacionalmente?
José Carlos Pinto: Existe algo que chamamos de “atmosfera da Copa” e isso deve ser capitalizado desde já, não só no país, como em cada município que receberá os jogos. Há um grande comitê organizador e diversos outros em cada uma das 12 cidades sedes, em nível municipal e até estadual.

Nossa recomendação é que os comitês locais iniciem desde já a definição de seus planos de Marketing. Serão necessárias ações que consigam comunicar, mostrar e fortalecer a imagem do local, como festas e manifestações regionais e culturais. Como vender a imagem da cidade e da região e como capitalizar em torno disso. Isso será responsável por promover o turismo, por exemplo.

Mundo do Marketing: E quais os desafios para as marcas?
José Carlos Pinto: Os investimentos devem estar muito mais concentrados no período de 2014, mas as empresas devem iniciar estudos sobre como investir, criar produtos e ações de Marketing desde já. Existem muitas restrições para vincular a marca à Copa do Mundo, mas muito pode ser feito. Esse é o grande desafio.

Mundo do Marketing: Quais são os segmentos que serão mais beneficiados com a Copa?
José Carlos Pinto: Sem dúvida a construção civil. Em alimentos e bebidas há empresas que querem expor sua marca mundialmente, como a Seara fez neste último mundial. Há também uma demanda por prestação de serviços especializados que só existem por causa da Copa. Consultorias, empresas especializadas e organizações internacionais estão se instalando no Brasil exclusivamente para a prestação de serviços com foco em grandes eventos esportivos.

Não podemos esquecer do turismo de uma forma geral. A hotelaria terá um impacto muito grande, hotéis receberão investimento e serão ampliados. Além disso, o Brasil receberá um International Broadcast Center (espaço para transmissão de rádio e televisão de um determinado evento), o que consome milhões em investimentos. Cada cidade sede também terá um centro de mídia e milhares de profissionais do exterior virão trabalhar no mundial.

Mundo do Marketing: Que oportunidades a Copa oferece para as marcas nacionais?
José Carlos Pinto: Vinculando a marca a esse tipo de evento, as empresas brasileiras terão um nível de exposição nacional alto, porque estamos falando de 12 cidades que são bastante representativas, da paixão brasileira pelo futebol e do aumento da demanda por consumo. Há um conjunto de potenciais benefícios. Alguns deles geram aumento imediato de receita, enquanto outros melhoram o posicionamento da marca, seja nacionalmente, como também internacionalmente.

O Brasil vive um momento relativamente recente de construção de organizações globais. Grandes companhias brasileiras querem se internacionalizar. Quando vincula a marca à imagem de um país que não é muito sólida, o esforço é maior para que ela se torne importante no cenário global. A Copa no Brasil é uma oportunidade de dar visibilidade global às marcas, como aconteceu com alguns produtos da Ambev e com a Seara na Copa da África do Sul. Se as empresas aproveitarem os benefícios desse investimento, o retorno será garantido.

Mundo do Marketing: Qual será o perfil dos consumidores nesta Copa?
José Carlos Pinto: O consumo já começa a existir e toda cadeia será afetada. No período da realização do evento, temos a expectativa de que cerca de 3,3 milhões de ingressos serão vendidos. O público que assistirá aos jogos já é um número bastante significativo. Mas tem o fator multiplicador. Muita gente não vem, necessariamente, para ver as partidas. Há os acompanhantes, os prestadores de serviços e toda movimentação local. Na Copa da Alemanha, por exemplo, foram três milhões de ingressos vendidos para os jogos e 18 milhões de pessoas participando de eventos como o FIFA Fan Fest. Isso tem um efeito de atração de pessoas e, consequentemente, de consumo significativo.

Mundo do Marketing: Como coibir ações de guerrilha?
José Carlos Pinto: O estudo não cobriu especificamente este assunto, mas é um tema de grande preocupação. A FIFA é extremamente atuante e preventiva em coibir esse tipo de ação, junto com a CBF. Desde o início, há uma preocupação em evitar que esses problemas ocorram e não simplesmente cobrar uma indenização depois. Existem regras preventivas que ainda estão em fase de ajuste e farão parte das garantias governamentais brasileiras, desde questões tributárias e alfandegárias, até em relação à propriedade da marca. Com a criatividade do brasileiro, certamente os problemas acontecerão, mas temos que ter um batalhão de choque para coibir rapidamente e fazer valer a força da lei. Para isso, temos instrumentos legais.

Mundo do Marketing: Quando a Copa 2014 deve começar para o Marketing no Brasil?
José Carlos Pinto: A minha recomendação é de que comece desde já, dosando investimentos e planejando de forma adequada. Com o conceito de “atmosfera da Copa” e a criatividade do profissional brasileiro, há oportunidades para que o Marketing brasileiro pegue carona e comece a planejar, identificando ações efetivas e fazendo investimentos adequados. Evidentemente, os maiores investimentos serão concentrados em 2014, mas existe um conjunto significativo de eventos que acontecerão até 2014, como a Copa das Confederações. O foco do mundo estará voltado para o Brasil no que se refere a futebol e à Copa do Mundo nos próximos quatro anos. Podemos esperar até 2014 para fazer barulho, ou começar desde já.



Fonte: Mundo do Marketing