sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Expo Toy Rhino










Devido ao grande sucesso, a Expo Rhino Ecko Toy Art, é mantida no MuBE até o dia 21 de fevereiro

Os rinocerontes atacam o bairro dos jardins em São Paulo desde o dia 13 de janeiro de 2010. Isso por que acontece no MuBE (Museu Brasileiro de Escultura) a mostra “Expo Toy Rhino”, com curadoria da Zupi. Os rhinos, customizados por diversos artistas plásticos e designers, aparecem em várias versões, trazendo ao público o olhar de seus criadores. Feitos em vinyl vermelho, eles sofreram todo o tipo de transformação, ganhando novas cores, detalhes e histórias.

Devido ao grande sucesso de público, a Zupi e o MuBE decidiram postergar a exposição até o dia 21 de fevereiro. É mais um oportunidade para quem já conferiu os rinocerontes, e uma nova oportunidade para quem ainda não foi ver os toys.

Entre os artistas convidados estão importantes nomes do cenário cultural brasileiro, como Artur 'Kjá, Luciano Cian e o vencedor do Big Brother Brasil 9, Max Porto, que juntos criaram uma versão especial para o evento. Além deles, os artistas Nelson Sadek, Zero, Ronah, Gordo, Ton Lo Bianco, Marcelo Calazans, Binho, Dea Lelis, Arthur D'araujo, Biaia, Dimas Forchetti, Glauco Diógenes, Bruno Fujii, Priscila Gurski e Marcelo Teixeira marcam presença com suas criações inusitadas.

Alguns grupos criativos estão presentes. Além da própria Zupi, Colletivo, Animatório, Fuso Coletivo e Base-V marcam seu ponto na expo. A mostra já rolou o ano passado durante a conferência de design Pixel Show, ocorrida em outubro. As mesmas 22 toys arts estão expostas outra vez, agora até o dia 21 de fevereiro, dando mais uma oportunidade para quem deseja apreciar a arte dos rhinos.

Os experimentos dos rinocerontes é uma parceria entre a revista Zupi e a marca de moda Ecko, animal que representa a famosa griff, comandada pelo artista Mark Ecko.

+Informações:
Exposição: "Expo Toy Rhino"
Data: de 14 de janeiro de 2010 postergado até o dia 21 de fevereiro de 2010
Local: MuBE - Av. Europa, 218 - Jardim Europa - São Paulo, Brasil
Site: http://www.mube.art.br / http://www.flickr.com/photos/zupidesign
Contato: 11 3926-0174 / 11 5084-9040
Horário: das 09h às 19h

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Big Retail Show 2010

Por Rafael D’Andrea*

Entre os dias 10 e 13 de janeiro milhares de pessoas como eu passaram pelo – a maior feira de varejo do mundo, realizada pela National Retail Federation, em Nova Iorque. A atmosfera geral era de fim de crise, como se a economia tivesse tirado uma “sesta” e voltasse agora a despertar

O evento foi considerado um dos maiores até hoje, sendo mais de 700 brasileiros entre os 110 países presentes para exposição e congresso. Uma feira com 3.000 expositores, principalmente da área de tecnologia para varejo e e-commerce. E um conjunto de mais de 50 palestras com tradução simultânea para português e espanhol, além de palestras paralelas em design e TI patrocinadas por expositores.

Grandes nomes como Pacco Underhill e empresários como Frederico Trajano, do Magazine Luiza, apresentaram cases e conceitos que vão moldar as tendências do varejo no mundo em 2010.

A criação de empregos como base para a retomada da economia aliada à redução de gastos públicos foram apresentados como saída definitiva à crise. O cenário é otimista para a primeira e pouco provável para a segunda. A possibilidade da criação de novos impostos e tributos e seus impactos para o varejo foram amplamente discutidos. "Oportunidade" foi o mote escolhido para o encontro desse ano, referindo-se à retomada do crescimento “inteligente”, aproveitando oportunidades geradas com a crise para focar a conquista do consumidor no ponto-de-venda ou na web.

Sem dúvida, a tecnologia parece ser o grande motivador das mudanças pelas quais a sociedade vem passando e que tem impactado o varejo e o e-commerce. Cases como o da Godiva.com demonstraram que “Mobile e-commerce não é ter uma miniloja no celular, mas poder criar funcionabilidades de e-commerce que explorem ao máximo o meio móvel", citando um dos palestrantes. Meios de pagamentos mais seguros, capacidade de integrar o e-commerce às mídias sociais e de oferecer mais recursos como imagens em alta resolução ou revisões de outros consumidores também têm possibilitado um novo modelo de varejo integrado pela tecnologia. Entre os exemplos apresentados, destacam-se o da sears.com; magazineluiza.com e saraiva.com.

Os principais tópicos foram:
a) Os impactos da crise nos diversos formatos e nichos do varejo mundial;

b) Tendências da economia para o próximo ano;

c) Integração multicanal e multiformato para prover uma experiência única de interação com o varejo e com as marcas;

d) Mobile Retailing (varejo no celular), mídias sociais, ferramentas para dar exclusividade e personalização às ofertas de e-commerce são alguns dos temas relacionados ao novo consumidor;

e) Supplychain associado à sustentabilidade (tema apresentado pelo Walmart, que decidiu traçar um roadmap para o sucesso das iniciativas nessas áreas, ressaltando o papel da rede de varejo como influenciador de toda a cadeia produtiva). Já o conselho de sustentabilidade da NRF explicou como é possível para o varejista começar as ações de sustentabilidade a partir daquelas que podem gerar economias, além de serem benéficas para o meio ambiente;

f) O "neoconsumer" – foi o tema usado para designar o consumidor atual (ele está mais inteligente e equipado, com mais ferramentas para pesquisar e decidir suas compras usando seu celular, e buscando a opinião de outros consumidores sobre produtos e pontos de venda).

Sortimento, Serviços e Relação com o Cliente foram as três estratégias-chave trazidas pela rede de livrarias Saraiva, em apresentação que mostrou um caso bem sucedido de construção de uma única experiência/ relação do consumidor com o varejo. Tema também abordado pela rede de supermercados Tesco e pela americana Best-Buy em Eletrônicos.

Além da troca de cartões entre presentes, os brasileiros ainda dividiram experiências e contataram fornecedores de soluções e varejistas de todo o mundo, prestadores de serviços, acadêmicos e consultorias ali representadas.

* Rafael D’Andrea é diretor de Desenvolvimento da ToolBoxTM - Métricas de Ponto de venda. Formado em Administração de Empresas pela FEA-USP, possui especialização em Marketing pela UC-Berkeley (EUA) e pós-graduação em Economia pela FIPE-USP. Consultor, palestrante, é professor de pós-graduação do Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa (antigo IBMEC São Paulo) – www.toolboxtm.com.br


Fonte. Mundo do Marketing

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Embalagem

































Embalagens para BioTarget feitas pela PulsarDesign

Desafios do Marketing Contemporâneo

Por Sylvia de Sá, do Mundo do Marketing
sylvia@mundodomarketing.com.br

Cocriação, descartabilidade, cultura beta, engajamento e mashup. Estas são algumas das características do Marketing Contemporâneo. A tecnologia foi a principal responsável por ampliar o leque de ferramentas de Marketing na mesma proporção em que o consumidor mudou. Agora, cabe aos profissionais saberem aplicá-las para manter um relacionamento consistente entre clientes e marcas, seja ele virtual ou real, e, claro, vender da melhor forma possível.

Poucas empresas, no entanto, estão estruturadas para lidar com a mudança dos tempos. A Fiat é uma delas. A montadora sabe da importância de aplicar o conceito do Marketing Contemporâneo a sua estratégia. A marca tem desenvolvido ações de comunicação que integram mídias diferenciadas de acordo com o perfil de seus consumidores. A força do Marketing Contemporâneo também é entendida no sucesso da rede social de moda e estilo byMK. O espaço virtual permite que internautas e marcas se relacionem de forma espontânea.

Até mesmo marcas voltadas ao mundo do entretenimento aproveitam a multiplicidade de canais para se aproximar e entender o seu público. É o caso da banda O Teatro Mágico. Em seis anos de carreira, o grupo vendeu mais de 190 mil CDs e 40 mil DVDs sempre levantando a bandeira do compartilhamento de músicas na internet e da música livre, promovendo sua marca na web e acumulando fãs que são verdadeiros seguidores da banda.

Como conquistar consumidores engajados
O exemplo de O Teatro Mágico representa o engajamento que as marcas podem suscitar entre os consumidores e o poder que eles têm em ditar o que será sucesso ou não no mercado. “As empresas devem estar atentas aos canais, monitorando o que está sendo falado a respeito de sua marca”, aconselha Elvin de Oliveira Rocha, Sócio-Diretor da Engage, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A partir do monitoramento sobre o que dizem estes consumidores é possível chegar a um dos temas em voga no Marketing Contemporâneo: a cocriação. “As empresas saíram do estágio em que ditavam regras para uma era de relacionamento. Por isso se fala em cocriação. É trazer o consumidor para dentro do processo de desenvolvimento de produto”, explica Genaro Galli (foto), professor da ESPM-RS e especialista em Marketing Contemporâneo.

Foi o que fez a Fiat para lançar o seu carro conceito no Brasil, o Fiat Mio. Em pouco mais de quatro meses de interação com consumidores pelo site www.fiatmio.cc, a empresa conseguiu reunir sete mil ideias de cerca de 10 mil internautas. Os comentários, sugestões e pedidos contribuíram para a concepção do novo modelo que será apresentado no Salão Internacional do Automóvel deste ano, em São Paulo.

Internet aprimora o pré-venda
Além de facilitar o processo de cocriação, a internet também auxilia na pré-venda de produtos. A partir da rede, os consumidores chegam às lojas muito mais informados e decididos sobre o que desejam. “O mercado automotivo é muito verticalizado. O concessionário fala sempre em nome da montadora. A internet permite mudar esse diálogo e que a empresa fale direto com o cliente final”, aponta João Batista Ciaco (foto), Diretor de Publicidade e Marketing de Relacionamento da Fiat, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Munido de informações técnicas a respeito dos modelos de carros e tendo comparado os preços, o cliente chega ao ponto-de-venda pronto para ter uma experiência de compra mais prazerosa, como sentir o cheiro do carro novo. Com um consumidor mais informado, cabe ao vendedor, cada vez mais, a responsabilidade de proporcionar uma boa experiência de compra.

“A web muda o perfil do atendimento, do ponto-de-venda e das compras realizadas. Hoje, o trabalho on-line é quase um trabalho de pré-venda. O grande desafio é entender que a internet não é resolvida apenas na internet”, observa Ciaco, da Fiat.

Simplicidade gera maior visibilidade
Entre os desafios para os profissionais que pretendem trabalhar o Marketing Contemporâneo está a busca pela simplicidade. “Com o excesso de oferta e informação, muitas vezes a simplicidade acaba gerando maior visibilidade e relevância. Somos bombardeados por muitas marcas, produtos, extensões de linha e promoções complexas. O simples acaba sendo mais”, sugere Galli, da ESPM-RS.

Um exemplo da simplicidade de uma marca é a Red Bull. O energético é um produto que ninguém precisa explicar e tem apenas duas versões: light e normal. Outro obstáculo para as marcas é a disputa do espaço com os próprios consumidores. Esse fato, entretanto, pode ser usado a favor das empresas. “A Coca-Cola contratou os rapazes que fizeram uma experiência com Mentos e Diet Coke para divulgarem a marca de forma positiva”, exemplifica o especialista.

A Melissa também se uniu aos consumidores e contratou três adolescentes para escreverem no blog da marca e promoverem seus produtos. Uma delas é a hoje apresentadora da MTV, Mari Moon. Para garantir o sucesso com empreitadas como essas é necessário identificar personalidades que tenham afinidade e sinergia com a marca. Essas pessoas passam a ser mais do que consumidores, mas uma espécie de embaixadores da marca.

Inovar sem ser descartável
No byMK, as empresas também encontram um meio de se unir às consumidoras. “A empresa que faz uma ação no byMK não está apenas deixando uma mensagem, mas sim conquistando consumidores engajados. Damos peças de roupas da marca para que o cliente monte os seus looks”, explica Flavio Pripas, Sócio-Fundador do byMK, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Renner, Rexona, H. Stern e a revista Estilo são algumas das marcas que já realizaram ações em parceria com a rede social especializada em moda. Atualmente, o byMK está presente no lounge da Seda no São Paulo Fashion Week, que acontece até sexta-feira, dia 22. No espaço, os visitantes podem criar looks em uma tela touch screen que serão comentados na rede social.

Como tudo se descarta muito rápido nos dias de hoje, fazer Marketing dentro das redes sociais pode ser uma boa opção. “Qualquer look criado pode ser acessado pelos consumidores e ser aproveitado para ilustrar um blog ou um site, por exemplo”, conta Pripas, do byMK. É importante que as marcas mantenham-se firmes, mesmo diante deste cenário de descartabilidade, quando tudo perde sua importância e dá lugar a algo novo frequentemente.

Mas, se por um lado ser descartável não é bom, por outro é necessário se reiventar. “Vivemos a cultura beta, da descartabilidade. Vemos versões atualizadas todo momento. O consumidor incorporou isso e o desafio das marcas é procurarem inovação sem perder a essência”, declara Galli, da ESPM.

Fiat rastreia perfis em redes sociais
Pensando na influência das redes sociais, a Fiat aposta nesta mídia para divulgar o modelo Fiat 500. Ao acessar o hotsite www.fiat500.com.br, um recurso rastreia as informações públicas dos perfis do internauta nas redes em que está cadastrado e sugere um Fiat 500 que tenha a sua “cara”. Esse tipo de iniciativa acaba gerando um boca a boca positivo sobre a marca. Tudo o que qualquer empresa quer.

Outra ação digital da Fiat explorou uma tendência do humor atual: o stand up comedy. Para promover o Fiat Strada Adventure Cabine Dupla, a montadora realizou uma apresentação do grupo de teatro Companhia de Comédia de 4 Naipes em tempo real e transmitida via internet. Durante o show, os internautas puderam interagir, colaborando com a apresentação. Além disso, os consumidores também puderam comentar no Twitter.



Para ações como a do Fiat Strada, a Fiat se aproveitou de uma característica forte do Marketing Contemporâneo: o mashup. Trata-se de integrar duas ou mais interfaces digitais em uma mesma ação. Como, por exemplo, Youtube e Twitter. “A combinação entre elas gera possibilidades inúmeras para ações geniais no universo digital”, explica Galli, da ESPM-RS.

O sucesso dessas ações é garantido pelo conhecimento profundo do público a que elas se destinam. É aí que entra a possibilidade de se comunicar de forma muito mais direta, falando a língua dos próprios consumidores. “O planejamento digital pode ter ações mais voltadas para um grupo de interesses específicos, mas também deve ter estratégia para atingir uma parcela maior dos consumidores. É necessário conhecer o mercado e como o cliente acessa a informação”, destaca o Sócio-Diretor da Engage



Fonte: Mundo do Marketing

Branding




















































Trabalhos muito bons da PTARMAK

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Lançamento de produtos cresce 60% em cinco anos.




Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing
bruno@mundodomarketing.com.br



Veja um Raio X completo do lançamento de produtos. Unilever é a que mais lança produtos no mundo em 2009. Brasil é o quarto no ranking mundial

O lançamento de novos produtos, novos designs de embalagens, extensão de linha, novos tamanhos, formatos e sabores aumentaram 60% em cinco anos no mundo todo. Em 2005, foram produzidas 171.283 embalagens, 197.513 em 2006 e 242.693 em 2007. Em 2008, porém, houve uma queda no último trimestre do ano por conta da crise e o número ficou em 232.323. Já em 2009, o crescimento foi de 18%, totalizando 274.273 novas embalagens pelos quatro cantos do globo.

No ano passado, houve um crescimento de 18% em comparação a 2008. Em 2009, foram lançadas 22.856 embalagens por mês, 761 por dia e 32 por hora. Estes números, obtidos com exclusividade pelo Mundo do Marketing, são do relatório do Laboratório de Monitoramento Global de Embalagem da ESPM realizado a partir da ferramenta GNPD Global New Products Database, da MINTEL, que cobre os principais mercados do mundo registrando o lançamento de embalagens em tempo real.

Em cinco anos, o Brasil multiplicou o número de embalagens lançadas, totalizando 14.114 produtos em 2009, com crescimento de 30% em relação a 2008. De 2005 a 2009, o país passou do oitavo lugar no ranking para a quarta colocação, ultrapassando a China, a Alemanha, a França e o Canadá. No primeiro semestre de 2009, o Brasil chegou a figurar em segundo lugar. A liderança continua com os Estados Unidos, mas ela é menor: passou de 18% em 2005 para 13%. Japão e Inglaterra completam o Top 3 das nações que mais lançaram produtos em 2009.



Os campeões em lançamento
Outro país em destaque neste estudo é a Índia. A segunda maior nação do mundo entrou em oitavo no ranking de lançamentos graças ao surgimento dos supermercados e da chegada do WalMart no país que ainda vendia seus produtos à granel. “O mercado da Índia vem passando por grandes transformações com a chegada dos supermercados. Por isso, ela está tendo que lançar rapidamente tantos produtos. Precisa encher as gôndolas com produtos embalados”, explica Fabio Mestriner, Professor e Coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM.

Unilever, Avon, Procter & Gamble, L`oreal e Nestlé foram as empresas que mais lançaram produtos no mundo em 2009. No Brasil, a liderança da Unilever é seguida pelo Carrefour, em segundo lugar no ranking, e pelo WalMart, em terceiro, mostrando a força das marcas próprias. Os cosméticos e produtos para o cuidado com o corpo dominaram o Top 10 das categorias que tiveram maior número de lançamentos em 2009, com sete em cada 10 lançamentos. Em 2005 não era assim.

Apenas três das 10 categorias mais lançadas eram cosméticos. “Os cosméticos dominaram completamente o ranking dos lançamentos mostrando que a predominância da mulher no mercado de consumo é um fato comprovado pelos lançamentos. A aparência, o cuidado com o corpo, a apresentação pessoal e a busca pela beleza física são temas que estão presentes de forma absoluta no cenário atual”, aponta Mestriner, colunista do Mundo do Marketing e autor dos livros Design de Embalagem Curso Avançado e Gestão Estratégica de Embalagem.



Comportamento de consumo mudou
Outra mudança significativa verificada nos últimos cinco anos vem do setor de alimentação. As refeições foram substituídas por snacks. Em 2005, Refeições Prontas, Bolos e Massas, Vitaminas e Carnes faziam parte do Ranking. Em 2009, estas categorias foram ultrapassadas pelos produtos para os Olhos, Unhas, Banho e Shampoos e saíram do quadro das 10 categorias de produtos mais lançados.

As alterações nos hábitos de consumo podem ser verificadas também de acordo com o posicionamento dos produtos lançados desde 2005. Os posicionamentos destacados nas embalagens que foram mais adotados nos lançamentos de 2009 revelam o crescimento consistente da preocupação com a saudabilidade, com a naturalidade e com a sustentabilidade, aponta o relatório do Laboratório de Monitoramento Global de Embalagem da ESPM.

A análise dos últimos cinco anos aponta ainda que há uma forte tendência na concepção de produtos mais fáceis, mais rápidos de preparar e cuja ação dura mais tempo. “Os tipos de embalagem mais adotados nos lançamentos apenas confirmam o crescimento das categorias que apresentaram um número maior de lançamentos. A bisnaga ganhou maior participação por causa dos cosméticos, por exemplo”, afirma Mestriner.

O relatório mostra também que houve um crescimento dos plásticos em geral que, devido a sua diversidade e adaptabilidade, conseguiram participar em diversas categorias, embalando tanto líquidos como produtos secos, com destaque para o PET. Isoladamente, o vidro, o cartão e a lata de aço mantiveram sua participação enquanto o filme metalizado perdeu. “O ano de 2009 mostrou a volta do mundo à situação anterior à crise. Pudemos ver perfeitamente que os lançamentos voltaram a crescer de forma acelerada quando se anunciou que a crise estava acabando. O Brasil teve uma performance espetacular no início do ano”, diz Mestriner.

Branding











segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Stat Crux!


Vi no Fantástico. É um vídeo que mostra os primeiros instantes após o terremoto que devastou o Haiti na terça-feira passada. A igreja que aparece em ruínas é a do Sacré Coeur de Tugeau, em Porto Príncipe, onde estava a doutora Zilda Arns. A única coisa que ficou de pé foi o crucifixo.

O vídeo pode ser visto aqui. As imagens foram feitas pelo soldado Luís Diego Moraes. Dá pra ver as pessoas passando pela rua e se ajoelhando diante da igreja em ruínas, onde a cruz permaneceu intacta. No meio do terremoto, da poeira, das ruínas, da dor e do sofrimento, a Cruz permaneceu de pé. Stat crux – como dizem os cartuxos – dum volvitur orbis. Enquanto o mundo desmorona. Como a nos mostrar qual é o único apoio seguro. A única tábua de salvação em meio à catástrofe. O único alicerce sólido nas adversidades.

Ave, Crux, spes unica! Que o Crucificado possa dar sentido ao sofrimento. Que as pessoas possam, em meio à dor, olhar para a Cruz que se ergue acima da poeira e dos escombros, e n’Ela encontrar o conforto necessário para este momento doloroso.



Fonte: Deus lo Vult

sábado, 16 de janeiro de 2010

Todo poder ao design

Gigantes dos produtos de consumo recrutam designers para o topo da hierarquia corporativa como forma de valorizar suas marcas - e ganhar competitividade.

Revista Exame: Em meio aos diversos significados que a palavra "design" adquiriu com o passar dos anos, o mais utilizado do ponto de vista do marketing está relacionado à ideia de sofisticação e exclusividade. Foi com esse sentido que os setores da moda, de artigos de luxo, automóveis e eletrônicos se apropriaram do termo para aumentar o prestígio - e o preço - de seus produtos. Mas o conceito original de design é muito mais amplo: envolve todo o processo de concepção e fabricação de um produto, seja ele um apontador de lápis ou um tanque de guerra. É justamente dentro dessa abordagem mais ampla que o design experimenta um renascimento entre as empresas globais de produtos de consumo. Proprietárias de um portfólio gigantesco de marcas e espalhadas por dezenas de países, grandes corporações têm utilizado as possibilidades oferecidas pelo design para reforçar suas marcas e aumentar suas vantagens competitivas em relação aos concorrentes. E, para conduzir esse processo, têm destacado designers para assumir postos em seu primeiro escalão - como vice-presidente ou mesmo como chief design officer, cargo que se equipara ao de executivo-chefe das áreas de marketing, operações ou finanças. Com essa posição, eles têm poderes para intervir em praticamente todas as áreas da companhia, das fábricas à cadeia de suprimentos e distribuição.


Reforma visual

O exemplo mais notório dessa nova tendência é a Coca-Cola, companhia símbolo do consumo global e dona da marca mais valiosa do mundo, avaliada em 67 bilhões de dólares. Com operações dispersas por mais de 200 países, a direção da Coca-Cola percebeu que a força da marca-mãe - justamente seu maior ativo - acabava dispersa em meio a um imenso catálogo de produtos e marcas. Em 2004, a Coca-Cola contratou o designer americano David Butler para pôr ordem em um universo formado por 450 marcas de bebidas, produzidas em 900 fábricas, distribuídas em 20 milhões de pontos-de-venda, transportadas em 500 000 caminhões e acondicionadas em 10 milhões de geladeiras e máquinas de venda automática. Desde que assumiu o posto, Butler já realizou uma série de reformas que envolvem redesenho de embalagens, mudanças nas geladeiras usadas pela empresa - que consomem 40% menos energia do que as antigas - e uma nova configuração dos caminhões. Atualmente, está em teste no mercado chinês uma das últimas criações de sua equipe. Trata-se de uma máquina de venda automática com tela sensível ao toque que exibe filmes e toca música.

Entre todos os lançamentos criados sob supervisão do novo departamento de design da Coca-Cola, o que provocou maior impacto foram as garrafas que ilustram esta reportagem. Produzidas de alumínio, elas se resfriam mais rapidamente - ou seja, exigem menor gasto de energia em refrigeração. Também vêm acondicionadas em caixa de papelão reciclado, o que reforça o apelo ecologicamente correto. Ao mesmo tempo, resgatam elementos clássicos de design da marca, como o formato da garrafa, as cores e a logomarca em destaque. "A Coca-Cola tem uma marca poderosíssima e com um arsenal de recursos quase infinito. O que a nova equipe está fazendo é resgatar e valorizar essa herança", diz Ricardo Fort, diretor de marketing da Coca-Cola no Brasil. Por enquanto, as garrafinhas de alumínio, batizadas de contour ("contorno", em inglês), são vendidas apenas em promoções especiais - no Brasil, por exemplo, foram vendidas em casas noturnas durante a Olimpíada de Pequim, evento que tinha a Coca-Cola entre os patrocinadores. Mas há outras mudanças já em vigor no mercado brasileiro. Por aqui, onde o consumo de garrafas PET é muito grande, foi adotado um novo modelo de garrafa com uma tampa 4 milímetros mais curta que a anterior. "O objetivo é diminuir a quantidade de plástico da embalagem, uma proposta que não apenas significa maior economia para a empresa como também é um sinal de respeito maior ao meio ambiente", diz Fort. A estimativa é que apenas no Brasil a quantidade de plástico que deixará de ser utilizada com a medida nos próximos três anos será equivalente a 120 milhões de garrafas de 2 litros.

Num cenário de negócios cada vez mais agressivo, em que as grandes corporações se digladiam com todo tipo de concorrente - rivais do mesmo porte nos mercados mais desenvolvidos e marcas talibãs nos emergentes -, o design é uma arma poderosa. "Com os produtos cada vez mais parecidos entre si, ganha quem chama a atenção do consumidor, seja pelo preço, seja pela qualidade. Para empresas que já têm uma marca estabelecida e estão sob o ataque de concorrentes, o design oferece uma vantagem competitiva importante", diz o designer Luciano Deos, diretor da consultoria Gad, especializada em projetos corporativos. A operação brasileira da Johnson&Johnson, por exemplo, recorreu ao recém-instalado departamento de design da empresa, em Nova York, para rejuvenescer a marca Sundown, líder de protetores solares no Brasil, com 46% de participação de mercado. Apesar da liderança, pesquisas com consumidores apontavam que o produto tinha um visual envelhecido e muito conservador - o padrão de cores e o estilo da embalagem eram praticamente os mesmos desde o lançamento do produto no país, em 1984.

Com a ajuda de dois membros da equipe do chief design officer da Johnson& Johnson, Chris Hacker, a equipe brasileira mudou o rótulo e as cores. Para desenhar a nova embalagem, os designers americanos visitaram as praias brasileiras no verão de 2007 e 2008, passaram o Carnaval no Brasil e realizaram pesquisas no Rio de Janeiro. Todos os detalhes do projeto foram minuciosamente estudados para implicar o mínimo de custo para a empresa. "Uma mudança desse porte não começa sem uma análise cuidadosa de todos os recursos que temos em nossa fábrica e como podemos fazer mudanças sem ter de investir em novas máquinas ou mudar drasticamente os processos de produção", diz Renato Wakimoto, diretor de embalagens da Johnson&Johnson para a América Latina. Eis mais uma peculiaridade dessa nova abordagem do design: toda criatividade é muito benvinda, desde que ela não traga despesas em excesso.

Por Daniel Hessel: Portal Exame

Logo Pós-moderno

Dez anos atrás, seria impensável uma marca mudar seu logo constantemente. Havia nas organizações um setor de brand identity super rígido, que funcionava como guardião do logo.

Tudo que se fazia com a marca precisava ser aprovado por essa área, que analisava se as dimensões estavam certas, se o pantone estava perfeito etc. A marca tinha de ser totalmente protegida e controlada. O logo era, então, considerado a pele da marca e “arranhá-lo” era criar uma cicatriz na marca.

Hoje, estamos vendo grandes empresas experimentando orientações diferentes. O post acima, por exemplo, fala da aposta da Aol em logos com fundos variados. Será que chegará o dia em que será comum vermos marcas convidando seus consumidores e fãs a manusearem, co-recriarem seus logos?

Nessa área, o Google tornou-se referência com os Doodles, aquelas pequenas mudanças em seu logo em datas comemorativas. A sacada por trás da iniciativa é promover micro-interações com os consumidores, dando motivo para que eles falem do buscador.

Curiosamente, a tese de doutorado que estou finalizando tem elementos que ajudam a enriquecer essa discussão. O rigor em relação ao logo pode ser relacionado com a época do modernismo, quando o que se buscava era fazer História, essa, com H maiúsculo. O pensamento era linear, crescente, um fato contribuía para o outro e, assim, a história da marca ia se desenvolvendo.

Em relação ao pós-modernismo, se diz que essa História foi substituída por pequenas estórias, pequenas interações que se entrelaçam e constroem movimentos não necessariamente lineares, mas que fazem sentido juntos, como uma colagem.


Fonte: BlogGlobo

Plano de marketing - A importância de traçar um plano de marketing para a sua empresa

O plano de marketing é o guia para a empresa saber exatamente o mercado em que quer atuar. Em linhas gerais, serve para estabelecer objetivos, metas e estratégias envolvendo produto, preço, promoção e ponto-de-venda, que formam o composto de marketing (os 4 Ps). Ele faz parte do plano estratégico de uma empresa e mostra - quando bem executado - a relação entre o produto e o mercado. Tem a finalidade de ordenar as estratégias das empresas interessadas em obter eficiência, eficácia e efetividade nas atividades orientadas para o marketing.

Os consultores costumam dizer que o plano agrega sub-planos, que tratam de atividades importantes do marketing, conforme a seqüência:

Plano de vendas + Plano de propaganda + Plano de novos produtos + Plano de merchandising = Plano de marketing

Um bom plano não valida uma idéia de marketing, mas uma boa idéia de marketing é validada por um bom plano.

Em geral, o ponto de partida do plano de marketing é a coleta de informações. Para elaborar um plano que atinja plenamente seus objetivos, o empreendedor deve cuidar para absorver informações de qualidade e de utilidade para seu negócio. É preciso definir metas e ações por escrito e então compartilhá-los com o restante da equipe gerencial. Todo o processo é chamado de planejamento, e o plano de marketing por escrito é o produto final desse processo.

Os itens que um plano de marketing deve conter e satisfazer são, em ordem:

1 - Objetivos
1.1 - Gerais
1.2 - Específicos

2 - Finalidades e abrangências

3 - Pesquisa de mercado

4 - Diagnóstico da situação interna
4.1 - Histórico
4.2 - Estrutura
4.3 - Estratégias atuais e indicadores de desempenho
4.4 - Composto de marketing
4.4.1 - Produto
4.4.2 - Preço
4.4.3 - Distribuição
4.4.4 - Composto promocional
4.4.4.1 - Propaganda
4.4.4.2 - Promoção de vendas
4.4.4.3 - Força de vendas
4.4.4.4 - Relações públicas
4.4.5 - Pontos fortes e pontos fracos

5 - Diagnóstico da situação externa
5.1 - Estudo do macroambiente
5.1.2 - Fatores econômicos
5.1.3 - Fatores tecnológicos
5.1.4 - Fatores político-legais
5.1.5 - Fatores culturais
5.2 - Considerações sobre o mercado
5.3 - Análise de ameaças e oportunidades

6 - Definições estratégicas
6.1 - Definição da missão, visão e valores

6.2 - Definição dos objetivos
6.2.1 - Estabelecimento das metas


6.3 - Definição de estratégias

6.4 - Definição de plano de ação

6.5 - Definição de plano de resultados

6.6 - Métodos de avaliação e controle


Fonte: Sebrae