quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Montblanc se renova para conquistar mercado




















Conhecimento, pesquisa de mercado, investimento, equipe de trabalho unida e paixão pela marca. Essas são algumas características que fizeram da Montblanc uma das marcas de luxo mais importantes no mundo. Da produção de canetas-tinteiro a um portfólio de produtos variados, a empresa centenária se renova sem perder sua essência.

Em mais de um século, a Montblanc buscou como diferencial lançar produtos de qualidade que satisfizessem necessidades, desejos e expectativas do consumidor. Hoje, suas canetas representam status de poder e são objetos preciosos que podem chegar a custar 200 mil euros. Além da tradição da marca, este valor é resultado de matérias-primas nobres e um processo de produção artesanal que prioriza os detalhes.

A exclusividade das canetas também é outro ponto importante para o seu alto valor agregado. As edições especiais, por exemplo, têm tiragem limitada e suas matrizes destruídas para que não sejam reproduzidas. “O perfil do consumidor Montblanc é de quem viaja muito, conhece diversos lugares, culturas e gosta de ter produtos que o satisfaça”, descreve Adriana Pascual Tombolatto, Diretora de Marketing da Montblanc, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Montblanc: sucesso do mais alto pico
Sua história começa em 1906, quando a Simplo Fillerpen Company é fundada pelo engenheiro August Eberstein e pelo banqueiro Alfred Nehemias. Os alemães voltavam de uma viagem pela América e estavam encantados com a nova caneta-tinteiro que surgia no mercado. Ao lado do dono de papelaria Claus-Johnnes Voss, eles começaram a produzir os modelos.

Em seguida, o primeiro grande obstáculo: Nehemias falece e Eberstein desfaz a sociedade para buscar novos sócios. O objetivo era desenvolver a melhor caneta do mundo, que não vazasse. A primeira mudança estratégica levou a sede de Berlim para Hamburgo. A cidade portuária dava mais acesso a importações e exportações, o que indicava o desejo de expansão da empresa.

Somente em 1910, com o lançamento de outra coleção, a companhia passa a se chamar Montblanc. A escolha faz referência à montanha mais elevada da Europa de mesmo nome e começa a estar presente em todos os produtos da marca. Em 1913, a imagem deixada pela neve no alto do pico de 4.810 metros dá origem ao símbolo da marca: a estrela Montblanc. O ícone busca traduzir a qualidade, o design e o estilo de vida da marca.

Para a eternidade
O ano de 1924 marca o lançamento da caneta-tinteiro Meisterstück (foto) (obra de mestre, em alemão). Passados 85 anos, a peça continua sendo o carro-chefe da marca. Com pena de ouro 18 quilates feita à mão e incrustação de metais preciosos, a peça também dá origem às edições limitadas. Na mesma época, a empresa percebe a importância de oferecer produtos que fossem um investimento. A partir daí, ela lança a garantia permanente, impulsiona as vendas dos produtos e garante a eternidade das peças, passando de pai para filho.

No final de década de 1920, a marca já estava presente em cerca de 60 países, inclusive com lojas próprias. Para isso houve um forte investimento em decoração de vitrines, catálogos e treinamento de equipe de vendas. Essa filosofia permanece até hoje e é representada pelo código de conduta da Montblanc.

Hoje são mais de 360 lojas em cerca de 90 países. No Brasil, a Montblanc conta com 10 boutiques, cinco em São Paulo e as demais espalhadas por Rio de Janeiro, Curitiba, Campinas e Brasília. Além disso, são mais de 200 joalherias credenciadas, desde 1992, quando a marca entrou no Brasil. Em 1997, a Montblanc passou a integrar o grupo Richmond e é a segunda joalheira da companhia, ficando atrás apenas da Cartier.

Código de conduta para presença global
Com a presença global, a marca se preocupa em manter o seu DNA e fazer com que toda a equipe fale a mesma linguagem e transmita suas histórias. “Este código são todos os valores da empresa, principalmente sua filosofia de valorização do tempo. É importante que todos sigam a mesma linguagem para que a marca se mantenha global”, explica a Diretora de Marketing da Montblanc.

A importância do resgate do tempo é representada pela Montblanc com o lançamento de sua linha de relógios. Em 1997, a empresa fundou a Montblanc Montre S/A, em Le Locle, na Suíça. A primeira coleção contou com 13 modelos, parte com movimento manual, à corda, para destacar a preciosidade do tempo e a importância de vivê-lo calmamente e usufruir tudo o que a vida oferece.

Desde então, a cada ano, o Salón Internacional de la Haute Horlogerie, em Genebra, recebe os lançamentos em versões masculinas e femininas. Hoje, a coleção possui 11 linhas e 269 variações de modelos, além de cinco edições limitadas e nove tipos de relógios de mesa. O relógio é o segundo item mais vendido da grife no mundo, respondendo por 35% da operação no Brasil, e perdendo apenas para as tradicionais canetas, que contam com 45% do mercado da marca.

Montblanc para mulheres
A produção de relógios é um dos exemplos de diversificação do mix de produtos da Montblanc. A partir da década de 1990, a marca passou a oferecer produtos de uso pessoal como artigos de couro, óculos, acessórios de joalheira e perfumes com as mesmas características de qualidade e design das famosas canetas. Os itens de couro, por exemplo, são cortados e costurados manualmente, um a um.

Recentemente, a aposta da empresa foca as consumidoras. “Percebemos que 60% do público é feminino. Mulheres que compram presentes para os maridos, filhos, chefes. Decidimos então explorar este mercado”, diz Adriana. Em 2005, a Montblanc lançou uma coleção de joias em prata e pedras preciosas. No ano do centenário foi a vez do Diamante Montblanc, uma lapidação da estrela de seis pontas com 43 facetas que levou oito anos para ser produzido e introduziu a grife no seguimento de alta joalheria.

Além da valorização do tempo, a Montblanc também sempre buscou ter sua marca associada à arte e à cultura. A partir do slogan “The art of writing” (A arte de escrever, em português), de 1986, a empresa traduziu este conceito. O apoio a artistas faz parte da estratégia da companhia, além de edições que homenageiam personalidades históricas que foram Patronos das Artes em seu tempo.

Nos últimos anos, esta parceria incluiu ações como a doação de parte da renda para músicos, apoio a festivais e compra de obras de arte que ficam expostas no escritório da empresa por dois anos e depois são doadas para o Museu Contemporâneo de Hamburgo. A marca também incentiva jovens artistas que fazem obras com a estrela Montblanc, expondo-as nos escritórios e em pontos-de-venda de todo o mundo.

A afinidade da marca com as artes é explicada por sua própria essência, construída por verdadeiros artistas, e que garante o diferencial da Montblanc. “São mais de 100 anos de tradição, em que o artesão desenvolve os produtos transferindo sua alma para eles. São itens eternos que trazem sempre uma história”, define a Diretora de Marketing.

* Com reportagem de Bruno Mello.
Fonte: Mundo do Marketing

Embalagens





Portal Empreendedor

Esse site tem boas dicas para empreendedores.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Como as Havaianas se tornou uma marca global

Por Dominique Turpin, do IMD*

É um simples chinelo que se tornou uma marca global. O sucesso das Havaianas no Brasil serve como exemplo aos empresários em mercados emergentes que procuram expor suas marcas no mercado internacional. Como as Havaianas conseguiram isso?

No início do século 20, o escocês Robert Fraser chegou ao Brasil e começou a fabricar chinelos inspirados nas tradicionais sandálias zori, trazidas ao país pelos imigrantes japoneses. Em 1958 ele tinha desenvolvido a versão de borracha, conhecida como Havaianas – nome que registrou em 1962.

O desenho do chinelo era básico e tinha poucas cores, mas o que lhe faltava em variedade era mais do que compensado em força, durabilidade, conforto e preço. Dentro de um ano ele se tornou tão popular entre a classe trabalhadora brasileira que a empresa Fraser’s Alpargatas fabricava mais de 13 mil pares por dia e ainda se tornou parte do cálculo utilizado pelo governo para medir o aumento de custo de vida. Ao mesmo tempo, os turistas estavam levando de volta para casa os chinelos diferenciados e coloridos como lembrança de suas férias no Brasil.

No entanto, as vendas caíram na década de 80 e em 1994, a gestão da Alpargatas decidiu reposicionar a marca como um item de moda. Acrescentaram mais cores e lançaram uma campanha publicitária exibindo celebridades calçando os chinelos, como esforço para atrair compradores da classe média em vez de ser associada apenas à classe trabalhadora.

Os chinelos foram assumidos por formadores de opinião e astros como Jennifer Aniston e o surfista campeão Kelly Slater e passou a ser socialmente aceitável usá-los nas mais variadas situações sociais. Eles até deram as caras na passarela durante um desfile de John Paul Gaultier e também em presentes recebidos pelos atores na cerimônia do Oscar 2003.

A publicidade gratuita gerada por estrelas internacionais ajudou a empresa a alimentar sua expansão para mercados estrangeiros. O que começou com o “boca-a-boca”, passou a contar com uma estrutura maior e com o apoio de campanhas publicitárias cada vez mais inspiradas. Os profissionais de marketing também foram cautelosos ao adaptarem suas campanhas pelo mundo.

Por exemplo, ao divulgarem os chinelos para os universitários dos EUA, mantiveram a autenticidade ao não promover demais o produto, pois isso teria prejudicado seu aspecto "descolado" perante este público. Na França, o grande sucesso de exportação começou durante a Copa do Mundo de 1998, mas decolou de fato quando a importadora francesa começou a posicionar a marca no mercado de luxo, ao lado de designers renomados como Lacoste, Gaultier e John Galliano, da Dior.

No entanto, no centro do sucesso das Havaianas estava a fórmula utilizada pela maioria das outras marcas novas bem sucedidas, onde quer que estejam: um grupo de pessoas dedicadas, persistentes e empenhadas criou um produto inovador que é realmente significativo para os clientes. Eles mantiveram um foco claro sobre o produto e, graças ao tamanho da empresa, também puderam ser mais flexíveis do que seus concorrentes já estabelecidos. Além disso, trabalharam para explorar sua fórmula competitiva no maior número de mercados possível, da maneira mais rápida, dificultando um posicionamento de seus concorrentes.

Agora, o desafio das Havaianas será de se manter criativa o suficiente para lançar produtos novos e interessantes no mercado, evitando a complacência, que às vezes acompanha o sucesso. Ser relevante para os consumidores, ser inovador e ser melhor que a concorrência continua sendo o desafio antigo, atual e futuro de todas as empresas ao redor do mundo que visam sobreviver e prosperar, sendo elas do antigo ou do novo mundo.

* Dominique Turpin é Diretor do International Seminar for Top Executives, do IMD, que é realizado em São Paulo, Singapura e Lausanne.

Fonte Mundo do Marketing

Branding






domingo, 20 de dezembro de 2009

El Tamborilero

Essa música conta a história de um menino pobre que só tem um pequeno tambor e que não havendo outra coisa para ofertar ao Menino Deus, leva o seu humilde brinquedo e toca para Ele.






Venham, eles me disseram, pa rum pa pum pum
Ver nosso novo Reizinho, pa rum pa pum pum
Nosso melhores presentes trazemos, pa rum pa pum pum
Para entregar ao Rei, pa rum pa pum pum,
Rum pa pum pum, rum pa pum pum,
Então honrá-Lo, pa rum pa pum pum,
Como nós chegarmos...

Bebezinho, pa rum pa pum pum
Eu sou um menino pobre também, pa rum pa pum pum
Não tenho presente para trazer, pa rum pa pum pum
Para entregar ao Rei, pa rum pa pum pum,
Rum pa pum pum, rum pa pum pum,
Devo tocar para você, pa rum pa pum pum,
Em meu tambor?...

Maria acenou, pa rum pa pum pum
O boi e o cordeiro chegaram à tempo, pa rum pa pum pum
Eu toquei meu tambor para Ele, pa rum pa pum pum
Eu toquei o meu melhor para Ele, pa rum pa pum pum
Rum pa pum pum, rum pa pum pum
Então ele sorriu para mim, pa rum pa pum pum

Eu e meu tambor...
Eu e meu tambor...
Eu e meu tambor...