quarta-feira, 30 de setembro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Valor das Marcas

Por que uma marca ganha e outra perde valor?

O Ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo, divulgado pela Interbrand este mês, deixa claro como a gestão do negócio, e aqui está incluído o Marketing, influência na percepção do consumidor e, claro, na geração de lucros. É interessante ver como se dá as maiores valorizações e quedas de valor das marcas e os porquês disso. Vejamos.

O Google, agora valendo US$ 31,98 bilhões, foi a marca que mais cresceu em valor: 25%. Segundo a Interbrand, a diversificação contínua dos negócios da Google como novos modelos de publicidade, a alta funcionalidade dos serviços, a transparência e o lançamento do Google Chrome e chegada do sistema operacional de celulares Android aos celulares foram os motivos.

Depois do Google, a Amazon.com foi a marca que mais ganhou valor, crescendo 22% e chegando a US$7,85 bilhões. Além de estar se beneficiando da estratégia de não ter lojas físicas em uma época de recessão, a loja de departamentos on-line vai vender livros eletrônicos que podem ser lidos no iPhone e no iPod Touch e está buscando reduzir as embalagens, focando em sustentabilidade.

Ter um modelo de negócios inovador também faz bem para a marca. O valor de marca da Zara aumentou em 14% e agora vale US$ 6,78 bilhões. O pulo do gato da marca espanhola é trabalhar com uma renovação de produtos constante, contar com uma publicidade boca a boca forte e vender a última moda por um preço acessível. Nestlé e Apple fecham a lista das cinco que mais se valorizaram no último ano. A Nestlé (US$ 6,31 bilhões: +13%) por manter o foco em pesquisa e desenvolvimento e a Apple (US$ 15,43 bilhões: +12%) por continuar vendendo bem os seus produtos inovadores.

Crise afeta, mas inovação pode ajudar
Na outra ponta estão as marcas que mais perderam valor. Num ano de crise, o setor financeiro foi o mais afetado. O banco suíço UBS caiu 31 posições no ranking da Interbrand e perdeu nada menos do que 50% do seu valor, agora de US$ 4,3 bilhões. O Citi foi no mesmo caminho. Perdeu -49% e passou a valer US$ 10,25 bilhões. American Express e Morgan Stanley também tiveram suas marcas afetadas. A grande surpresa foi a Harley-Davidson perdendo 43% de seu valor.

De acordo com a consultoria, a marca ícone da aventura em duas rodas perdeu valor porque suas vendas são bastante dependentes do mercado norte-americano. A grande questão aqui é que no ano que vem a marca volte a crescer, pois prepara o lançamento de uma bike para atrair os jovens e um novo modelo de moto, a Iron 883, com preço mais acessível.

Para a Interbrand, ganha valor as marcas que inovam com baixo custo e que conseguem entregar mais por menos, como a como a Hyundai; as que têm pensamento de líder e a inovação como obsessão, como a Apple; e as que têm consistência de performance, como Coca-Cola, a marca mais valiosa do mundo, com valor de US$ 68,734 bilhões. Já as que perdem valor são as retardatárias, mais expostas ao risco, que já foram líderes mas agora enfrentam o desafio de renovar seu modelo de negócio pra sobreviver, como GM e Yahoo!.

Fonte. Mundo do Marketing

Nestlé lança plataforma de relacionamento digital inédita

A força da mídia social deixou as marcas sem opção: para se relacionar com o consumidor de forma global, é necessário estar na internet. A presença em redes sociais é uma constante para empresas como Unilever, O Boticário, Tecnisa, Coca-Cola, Fiat e Nestlé, que utilizam estes espaços para promover suas marcas e estreitar o relacionamento com o público-alvo. Agora, a própria Nestlé vai além e lança o seu canal de relacionamento digital, uma poderosa ferramenta para antecipar o perfil comportamental de seus consumidores.

O programa inédito no Brasil “Nestlé com você todo dia” é um espaço no portal da companhia em que os consumidores podem receber conteúdos customizados diariamente. Muito mais do que monitorar as redes sociais, esta é uma oportunidade que a Nestlé tem de mapear o comportamento e as preferências do cliente antes mesmo que ele se manifeste na rede.

O resultado para o consumidor é uma agenda personalizada diariamente pela Nestlé. Mas o projeto vai além de um plano de comunicação. É uma plataforma de conhecimento pensada e planejada que integra dados de diversas bases e mapeamento de conteúdo de todos os portais da empresa. Assim, a marca consegue se antecipar sobre os hábitos dos consumidores e o que eles desejam.




Nestlé quer ir além da expectativa do consumidor
Para isso, ao se cadastrar, o internauta cria o seu próprio avatar e responde as perguntas que formam uma história em quadrinhos. A partir destas informações, o programa entrega, diariamente, conteúdos personalizados. O canal disponibiliza ainda um aplicativo tipo widget para download e uso na tela do computador que faz com que o internauta tenha acesso direto à agenda e seus conteúdos sempre que se conectar.

Ao pedir que o internauta preencha o cadastro tradicional, crie um avatar e responda as perguntas para que seja formada uma história em quadrinhos, a marca consegue sair do perfil demográfico de seus consumidores e avançar no perfil comportamental. Essas informações permitem uma primeira investigação para aprofundar o conhecimento sobre saúde, nutrição e bem-estar, pilares da Nestlé.

O objetivo do programa é ajudar a Nestlé a ir além da expectativa do consumidor, criando uma inteligência competitiva forte. O mapeamento a partir desta plataforma serve de base para que a companhia ofereça produtos de acordo com as necessidades do seu público-alvo e reformule itens já existentes, além de se antecipar aos desejos dos clientes. A plataforma ainda ampliou as oportunidades de contato com o consumidor. Se antes a marca enviava um e-mail a cada 15 dias, agora ela pode falar sobre vários assuntos todos os dias.

Três milhões de consumidores dispostos a se relacionar
A ação busca provar que é possível ser relevante na vida dos consumidores, sem vender um produto, mas prestando um serviço. “Se a marca não for relevante para o consumidor, não haverá espaço para ela em sua mente. Essa plataforma resolve um problema que não é só da Nestlé, mas de todo player global que tem muitas marcas e unidades de negócio para comunicar”, explica Marisa Furtado, sócia e vice-presidente de criação da Fábrica, agência responsável pelo projeto, em entrevista ao Mundo do Marketing.

“A Nestlé é uma das empresas pioneiras no atendimento ao consumidor. Desde que chegou ao Brasil ela demonstra um interesse em conhecer o seu público. Já nos anos 1940 a companhia trocava cartas com os clientes. Ao longo das décadas, foi refinando este relacionamento e acompanhando as evoluções”, afirma.

O grande desafio para a Fábrica – que ganhou a concorrência do projeto entre as agências Sun-MRM, Página Viva CRM e Ogilvy Interactive – foi propor uma ação de estreitamento e relacionamento com o consumidor que fugisse do tradicional. “O primeiro passo foi fugir do modelo de programa de relacionamento burocrático, desses que você sabe exatamente o que vai receber, o que vai acontecer no dia do seu aniversário, no dia que você completar um ano de programa. Quisemos trazer recursos de interatividade de redes sociais”, diz Marisa, da Fábrica.

A aposta no sucesso se dá pelos mais de três milhões de consumidores logados nos portais da marca, assinantes da revista “Nestlé com Você” e pessoas que interagem via e-mail ou SAC. A empresa acredita que estas pessoas demonstraram alguma disposição para se relacionar com a marca e investem neste público. O objetivo é atrair consumidores ativos ou inativos nos outros canais de relacionamento da Nestlé e individualizar o conteúdo entregue a eles de acordo com as suas preferências.


Fonte: Mundo do marketing

Embalagem



Amigos, entrevista com Marcello Serpa

http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-180-na-crista-da-onda-com-marcello-serpa/

34 lindas marcas que usam pontuações